O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou ontem, durante recepção ao presidente colombiano, Juan Manuel Santos, o terrorismo como instrumento de luta política. A crítica foi uma referência ao grupo guerilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), combatido pelo governo colombiano.
Os Conselhos de Defesa e de Combate ao Narcotráfico são dois exemplos de mecanismos de cooperação regional em áreas fundamentais. Nada justifica o terrorismo como instrumento de luta política, disse. O Brasil é solidário com o povo colombiano em sua luta pela paz, contra a violência, afirmou Lula.
Durante o encontro, Lula e Santos assinaram um acordo de cooperação entre a Polícia Federal brasileira e a Polícia Nacional colombiana para operações em conjunto e intercâmbio de informações nas áreas de fronteira.
Ainda na reunião, o presidente colombiano defendeu que os esforços de união na América do Sul superem divergências políticas e ideológicas. No dia 11 de agosto, Venezuela e Colômbia restabeleceram relações diplomáticas depois de cerca de 20 dias de rompimento.
Em julho, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, rompeu relações com o governo colombiano depois que o então presidente do país, Álvaro Uribe, denunciou a suposta existência de guerrilheiros das Farc no território da Venezuela. O diálogo entre os dois países foi restabelecido depois que Santos tomou posse.
Acredito firmemente na unidade e fraternidade latino-americana, que são imperativos dos nossos tempos. Temos que apostar nessa união, que deve estar acima de qualquer diferença ideológica ou política; porque é possível pensar diferente e manter as boas relações, afirmou.
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